AUMENTA A PRODUÇÃO DE MUDAS NO VIVEIRO DE ITAPUÃ DO OESTE

A melhora da nutrição das plantas foi uma das mudanças aplicadas para aumentar a produção de mudas. 

Com a mudança de método de produção de mudas, o viveiro municipal de Itapuã do Oeste dobrou a quantidade de exemplares num mesmo período. Outra vantagem é a resistência das plantas e o desempenho após serem plantadas no campo. As mudas são distribuídas gratuitamente aos pequenos agricultores que precisam recuperar áreas degradadas.

Os pesquisadores do CES Rioterra aperfeiçoaram os métodos utilizados anteriormente, avançando em técnicas de irrigação, nutrição e manejo das mudas nos viveiros. O engenheiro florestal, Felipe Carneiro Sbrissa explicou que bastaram as inserções de novas práticas para obter mudas melhores e aumentar a produtividade. 

Além dos trabalhos de nutrição, os espaços foram reorganizados e readaptados para abrigar cada fase desde a germinação até a rustificação (adaptação ao ambiente natural) para adquirir resistência na hora do plantio, tudo cuidadosamente projetado para garantir o ciclo contínuo de produção.

Os resultados também são percebidos no campo. Nas primeiras áreas recuperadas em 2015, foi necessário replantar cerca de 30% das mudas que não resistiram a fase de desenvolvimento. Nas últimas plantações, a reposição de mudas não chegou a 10%. O CES Rioterra estuda formas de disponibilizar os resultados para outras instituições e viveiros.

Até o ano de 2021 serão produzidas e distribuídas 3 milhões de mudas gratuitamente para a recuperação de áreas degradadas em propriedades rurais da agricultura familiar.

Essa é uma ação do projeto “Plantar Rondônia”, realizado pelo Centro de Estudos (CES) Rioterra, em cooperação com a Ação Ecológica Guaporé – Ecoporé e Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia – FETAGRO, com a parceria da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM e apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES através do Fundo Amazônia.