INTERCÂMBIO REÚNE AGRICULTORES EM OURO PRETO DO OESTE

A cada dia torna-se mais importante o investimento em tecnologias voltadas para a agricultura que permitam alta produtividade e rendimento. Neste sentido, agricultores de Itapuã do Oeste, Cujubim e Machadinho do Oeste (RO) participaram nos dias 29 e 30 de setembro de 2016 de um Intercâmbio sobre café clonal. O evento foi realizado no Campo Experimental da Embrapa de Ouro Preto do Oeste. Todos os agricultores participantes são beneficiários do Projeto “Quintais Amazônicos” que é apoiado financeiramente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES através do Fundo Amazônia.

O café clonal tem chamado a atenção dos agricultores, devido seu potencial de produtividade, menor área de plantio e renda gerada. Em conversa com o Engenheiro Agrônomo da Embrapa, João Maria, os agricultores tiraram dúvidas como: tratos culturais, manejo adequado da cultura, produtividade e a importância da variedade de clones na área de produção.

“A visita a campo, permite que os agricultores visualizem e entendam de uma forma mais prática, a importância dos tratos culturais e do manejo adequado para que haja o sucesso na produção e que isso retorne em geração de renda para o produtor. Aliado a Sistemas Agroflorestais, a produção de café clonal é capaz de aumentar a renda do produtor de forma significativa contribuindo para sua fixação no campo”, disse Alexandre Queiroz, biólogo e educador do CES Rioterra.

Durante visita ao Campo Experimental, os agricultores conheceram várias espécies de café clonal, além das técnicas utilizadas durante o manejo para o aumento da produção de grãos de café.

“Na região onde moro o plantio de café é muito fraco, então esses dias que passei no intercâmbio foram fundamentais para que eu pudesse conhecer e aprender a trabalhar com o café clonal. Tanto eu quanto os demais agricultores temos interesse em levar para Rio Crespo esta técnica” comentou o agricultor Adão Prado Barbosa, morador da linha ASPRO2.

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A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DA INFORMAÇÃO NA COMUNICAÇÃO

Pensando na melhoria da qualidade de informação da comunicação entre as associações rurais, foi desenvolvido com muitas dinâmicas e métodos participativos o curso de “Comunicação para Associações Rurais”, que aconteceu entre 26 e 28 de setembro, em Machadinho D’Oeste, realizado pelo Centro de Estudos Rioterra, através do Projeto “Quintais Amazônicos”, apoiado financeiramente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES através do Fundo Amazônia.

Participaram do curso 33 pessoas entre jovens e adultos das associações rurais locais. Durante as atividades foram discutidos conceitos básicos da comunicação e também e a importância da qualidade da informação, despertando o senso crítico dos participantes sobre as mais variadas formas de emissão ou recepção da mensagem.

Ao final os participantes formaram grupos, divididos pelas associações as quais fazem parte para identificar e dialogar sobre os problemas de comunicação referentes às suas entidades. Após essa etapa, cada grupo destacou um problema relevante de sua associação e elaboraram um texto para rádio voltado para resolução do problema apontado. Todos os grupos realizaram a tarefa proposta com ótimo desempenho, compreendendo o valor e necessidade de tê-lo feito.

“A comunicação é de vital importância para qualquer pessoa, ainda mais nos tempos atuais onde a boa informação é um produto muito valioso. Nos dias de hoje com tantos canais de comunicação, internet e redes sociais é importante não apenas ter acesso, mas sim, compreender e criticar as diferentes informações que são emitidas e recebidas constantemente e, para o agricultor familiar, não é diferente”, disse o Comunicador Social do CES Rioterra, Alexandre Rotuno.

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CACAU CLONAL – ALTA PRODUTIVIDADE E RENDA

rioterra700x400O Centro de Estudos Rioterra em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – CEPLAC realizou nos dias 21 e 22 de junho 2016, intercâmbio em Ouro Preto do Oeste, no qual participaram agricultores familiares e técnicos beneficiários do Projeto “Semeando Sustentabilidade”, patrocinado pela Petrobras através do programa Petrobras Socioambiental.

O objetivo principal do evento foi demonstrar aos agricultores as várias possibilidades de aumento da produção e renda em área relativamente pequenas, através da produção do cacau clonal.

Durante visita à Estação Experimental da CEPLAC, os participantes conheceram todo o processo de desenvolvimento da cultura. No viveiro, receberam informações sobre metodologias de germinação e crescimento, além de demonstração do processo de clonagem do cacau a partir da técnica de enxertia, método de fácil replicação pelo agricultor.

Em unidades demonstrativas dentro da Estação, os agricultores e técnicos puderam observar alguns modelos de Sistemas Agroflorestais formados por cacau clonal associado a outras essências florestais.

Em uma propriedade com cacau clonal implantado a 11 anos, os participantes receberam explicações sobre técnicas de plantio, sombreamento e poda do cacau, além de informações sobre produtividade e possibilidades de agregação de valor e geração de renda com produtos derivados como chocolate, doces, trufas, entre outros.

A partir deste intercâmbio, o Centro de Estudos Rioterra, irá identificar agricultores que possam ter suas propriedades jardins clonais, áreas que funcionarão como produtores de matrizes de cacau clonal para o atendimento dos demais agricultores da região.

Está previsto ainda, um curso sobre técnicas de clonagem de cacau. Este curso será realizado no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste e terá como beneficiários, agricultores familiares dos municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo.

RIOTERRA AVANÇA NA SELEÇÃO DOS QUINTAIS AMAZÔNICOS

FOTOFoi realizada no último dia 21, reunião na Associação dos Pequenos Produtores Rurais da linha MA-15 – ASPALMAQUI, em Machadinho D’Oeste/RO com o objetivo de informar aos agricultores familiares sobre o processo de seleção de áreas a serem apoiadas para fins de recuperação.

Cerca de 40 pessoas participaram da reunião e puderam conhecer os benefícios que o projeto Quintais Amazônicos, apoiado financeiramente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social/BNDES através do Fundo Amazônia, pode proporcionar.

Dentre eles o apoio à recuperação de áreas alteradas, principalmente aquelas que estão em desconformidade com as atuais leis ambientais. “Hoje os agricultores estão mais conscientes sobre as necessidades de terem suas propriedades regularizadas. Sabem que estar irregular os impede de acessar políticas públicas como as de crédito, por exemplo. Contudo, vemos que os maiores ganhos são sobre a percepção da importância de recuperar áreas como matas ciliares, devido aos problemas de escassez de água. Há uma grande mobilização para evitar que tais problemas se agravem, pois eles sabem que isso comprometerá as atividades produtivas”, falou Luiz Felipe Uchôa, técnico do setor de Geoteconologia do Centro de Estudos Rioterra.

O Centro de Estudos Rioterra apoiará com assessoria técnica, materiais e insumos aos proprietários que aderiram ao Cadastro Ambiental Rural, que possuam propriedades caracterizadas como da agricultura familiar (menores que 240 hectares) e cujos interessados concordem com os termos previstos.

“Nunca tivemos um apoio como este para trabalhar. Os benefícios são muitos e são importantes para os agricultores familiares, pois não temos condições para fazer esse tipo de adequação. Também receberemos assessoria técnica e extensão rural o que é bom não só para a regularização ambiental, mas para melhorarmos a produção”, completou o Sr. Pedro Domingos da Silva, associado da ASPALMAQUI.

Se você participar de uma associação rural situada nos municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim ou Machadinho D’Oeste/RO e ficou interessado em participar do projeto, agende uma visita à sua associação através de uma de nossos contatos: 69-32236191 (Porto Velho); 69-32312583 (Itapuã do Oeste); 993561693 (Cujubim) ou 992872643 (Machadinho D’Oeste).

Planos Territoriais são entregues em Rondônia

O Ministério do Desenvolvimento Agrário criou em 2003 o Programa Desenvolvimento Sustentável dos Territórios Rurais (PRONAT) buscando promover cada vez mais o protagonismo dos atores sociais para construção e governança do desenvolvimento de seus territórios.

Esta política é embasada em experiências nacionais e internacionais de aprofundamento da democracia participativa e busca reforçar a necessidade de fortalecer a cultura da gestão social, a ampliação das redes sociais de cooperação, estimulando as iniciativas que reorientam as dinâmicas socioeconômicas a partir da articulação e coesão de diversas políticas federais, estaduais e municipais.

Para alinhar as demandas sociais de desenvolvimento junto as diferentes esferas de governo, elaborou-se instrumentos de gestão voltados às áreas de Educação, Economia, Meio Ambiente e Política Institucional, a partir de processos participativos, intitulados “Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável (PTDRS).

“Os planos territoriais são meios para orientar as políticas destinadas ao rural. Entretanto, também servem para reivindicar direitos e embasar atividades de gestão territorial, investimentos e projetos tanto pelos governos municipal quanto estadual junto ao federal”, completou Alexis bastos, Coordenador de Programas do Centro de Estudos Rioterra.

Em Rondônia quatro dos setes Territórios já possuem seus Planos elaborados e aprovados pelo Ministério: Madeira Mamoré, Vale do Jamari, Central e Rio Machado. Restam apenas os Territórios do Guaporé, Zona da Mata e Cone Sul. A cerimônia de lançamento foi realizada na última quinta-feira (16), na cidade de Porto Velho – RO. O evento contou com a participação de diversos atores sociais, como, agricultores, pescadores, quilombolas e indígenas.

“Com os planos temos a concretização de um processo participativo voltado para as demandas do público rural que pode ser usado por qualquer governante. São na verdade planos de governo que estão à disposição. São os documentos de total legitimidade social, pois foram construídos a muitas mãos”, falou o representante da Emater, Sr. José Riberio Filho, membro do Território Central.

Os planos encontram-se disponíveis no endereço: http://rioterra.org.br/pt/trabalhos-tecnicos/

 

 

SEMEANDO É APRESENTADO NA LINHA AZUL 2

Aconteceu ontem, em Itapuã do Oeste, linha Azul 2, na sede da Associação de Produtores Rurais da Linha Azul – APRAZUL, com o objetivo de apresentar o projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e executado pelo Centro de Estudos Rioterra.

Dentre as ações prevista, duas chamaram a atenção dos agricultores e agricultoras: as hortas comunitárias e os trabalhos de recuperação de áreas degradadas, devido as possibilidades de diversificação e aumento da renda.

“Aderir ao projeto e trabalhar em parceria com a Rioterra vai permitir avanços para nossa associação, pois teremos apoio para desenvolver não apenas a parte produtiva, mas para fortalecer nossa organização para lutarmos por nossos direitos”, falou Franklin Ferreira, vice-presidente da APRAZUL.

Os presentes também se mostraram interessados em ações de intercâmbio. Segundo eles, estas atividades permitem que os agricultores conheçam outras culturas e possam trocar, pessoalmente, conhecimentos com aqueles que as desenvolvem.

“Já temos previsto um intercâmbio para o mês de junho na sede da Ceplac, em Ouro Preto, para que os agricultores conheçam sistemas agroflorestais com emprego de cacau clonal. Esperamos em breve realizar outras atividades similares para que possam conhecer experiências de sucesso em Rondônia no tocante a organização social também. Vemos que esse ponto é fundamental para o desenvolvimento rural. O que temos encontrado são organizações fragilizadas e necessitando de assessoria em vários campos. Esperamos contribuir para mudança desse cenário através do projeto”, disse Janaina D. Alves, Educadora do CES Rioterra.

Novas reuniões estão sendo agendadas. Se você reside na área de atendimento do projeto Semeando Sustentabilidade e tem interesse em conhecer nossas ações, agende uma reunião para sua associação através dos telefones (69) 32312583 ou (69) 92936553 (Janaína).