PROCESSO SELETIVO PARA EXTENSIONISTA RURAL

O Centro de Estudos Rioterra está com Processo Seletivo aberto para contratação de extensionista rural, para atuação nos municípios de : Itapuã do Oeste, Cujubim, Rio Crespo, Machadinho do Oeste, Ariquemes, Jaru, Outro Preto, Castanheiras, Ji-Paraná, Presidente Medici, Novo Horizonte do Oeste e Rolim de Moura, Porto Velho no estado de Rondônia. Podem se candidatar profissionais de nível técnico ou superior completo nas áreas de Gestão Ambiental, Geografia, Biologia, Engenharia Agronômica, Florestal e áreas afins.

Entre as habilidades para a função, a instituição destaca a capacidade de liderança, comunicação, trabalho em equipe, resolução de conflitos, proatividade e criatividade, sendo priorizado profissionais com expertise em gestão de propriedade rural; extensão rural e assistência técnica; associativismo/cooperativismo e organização social de famílias da área rural; práticas agroecológicas; cadeias produtivas (preferencialmente leite/polpa de fruta) e acesso a mercado; e promoção de igualdade de gênero.

Os candidatos interessados devem enviar currículo profissional, cópia da CNH e comprovante de experiência para o endereço de e-mail [email protected], com nome e cargo de interesse no campo ‘assunto’ até o dia 07 de janeiro de 2021.

Clique aqui e acesse o edital completo

Uma das maiores e mais completas pesquisas sobre quantificação de carbono tem nova etapa em Rondônia

Devido as mudanças climáticas e a luta de humanidade para evitar o aquecimento global, o mundo tem cada vez mais escutado falar em “carbono” como um ativo de mercado. Além do fato de poder ser medido em diferentes compartimentos como solos e vegetação, possibilitando a criação de métricas críveis e verificáveis que podem ser comparadas através do tempo e em diferentes lugares, ele também é um excelente indicador de “vida”, pois está presente em todas as formas de vida. Assim, de forma simplista, pode-se dizer que esse elemento de auditável para fins mercadológicos, traz a mensagem de que onde há carbono há vida.

Interessados em compreender essas relações na Amazônia e seus reflexos para o meio, o Centro de Estudos (CES) Rioterra e os parceiros Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Federal de Rondônia (UNIR) desenvolvem desde 2016 uma das maiores e mais completas pesquisas para quantificação de estoques de carbono já realizada na região.

Essa é uma ação inédita que estuda as dinâmicas de estocagem nos solos, na biomassa vegetal viva acima e abaixo dos solos, na serapilheira e na necromassa em florestas primárias, plantios mistos, áreas de regeneração natural, pastagem e plantações de soja. Em novembro as equipes estiveram mais uma vez em campo para novas coletas.

“Muitos dos estudos existentes são generalistas e trabalham com emprego de sensores remotos. Eles são importantes, mas esse tipo de análise gera muitos dados homólogos para ambientes distintos, superestimando ou subestimando a quantidade de carbono existente numa dada localidade. Imagine isso para uma área tão vasta e heterogênea como a Amazônia. Com os métodos que estamos utilizando, de medir in loco a biomassa partir de parcelas e extração de material amostral para detecção dos teores de carbono contidos em cada uma dessas partes, teremos sim uma base de informações para melhorar a acurácia destas extrapolações, refinando cada vez mais as informações existentes”, comentou Carlos Sanquetta, professor titular da UFPR e representante do Brasil no IPCC para o tema Florestas.

“Com o uso de dados refinados poderemos compreender melhor as relações de estocagem, fixação e emissão em diferentes compartimentos e formas de uso e ocupação dos solos. Isso permitirá, dentre outras questões, formas mais adequadas de manejar os recursos naturais, propor ações efetivas para consecução dos acordos internacionais firmados pelo Brasil e formular políticas públicas para uso e ocupação dos solos menos intensivas na emissão de carbono”, disse Alexis Bastos, coordenador de projetos do CES Rioterra.

Não apenas as questões climáticas estão sob os holofotes, mas a conservação da biodiversidade também. Nas pesquisas em curso, a biodiversidade tem papel central, principalmente quando o tema é recuperação da cobertura vegetal. O professor doutor Antônio Laffayete (UNIR), especialista em botânica amazônica, tem estudado as composições das áreas de regeneração natural e das áreas de plantio misto. “Compreender essas dinâmicas tornou-se fundamental nos dias atuais, onde tanto se fala em restauração e regularização ambiental de propriedades rurais. Essas políticas precisam ser implementadas. Com esses estudos teremos mais informações sobre os melhores métodos, em que situações indicar e quais os custos envolvidos em cada circunstância. Isso pode significar não apenas maior efetividade nas ações, mas uma economia de milhares de reais para governos e agricultores”, concluiu Laffayte.

O Plantar Rondônia é um projeto pioneiro no país, realizado pelo Centro de Estudos da Cultura e do Meio Ambiente da Amazônia – Rioterra, em cooperação com a Ação Ecológica Guaporé – Ecoporé e Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia, em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – Sedam e apoio financeiro do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES através do Fundo da Amazônia.

Capacitação em serviços de Ater fortalece política de regularização ambiental de Rondônia

A parceria firmada entre a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia e do Centro de Estudos da Cultura do Meio Ambiente da Amazônia (Rioterra) para compartilhamento de conhecimentos técnicos superou os desafios da pandemia do coronavírus. A proposta inicial que previa capacitação, assessoramento e troca de informações entre técnicos a fim de promover a recuperação da vegetação tendo por base o Plano de Recuperação Ambiental (PRA), de forma presencial teve que ser adequada. Desafios vencidos, os cursos vêm sendo ministrados e têm contribuído para a implementação das políticas de regularização ambiental do estado.

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O Termo de cooperação firmado entre as duas entidades no início deste ano teve como objetivo, oferecer ampla cooperação e intercâmbio científico e tecnológico, reforçando o compromisso firmado para o desenvolvimento da política de Regularização Ambiental de Rondônia. Dentre as ações estavam previstas capacitações por meio de palestras técnicas, cursos, seminários, entre outros de modalidade coletiva e presencial, aprimorando conhecimentos tanto dos técnicos envolvidos como dos produtores familiares inseridos no PRA.

Os desafios foram vencidos com a plataforma digital    para capacitação técnica lançada pela Emater-RO, em meados de junho deste ano, quando deu os primeiros passos para a modernização e implantação da autarquia. Na impossibilidade dos cursos presenciais, utilizando a plataforma de Capacitação em Serviços de Ater, foram realizados cursos online e semipresenciais, garantindo a continuidade das atividades sem nenhum prejuízo para os participantes.

Segundo a extensionista responsável pela área ambiental da Emater-RO, Fabiana Bezerra, já foram realizados capacitação online de outorga para técnicos de ambas as entidades; curso semipresencial sobre Prada Manual realizado pela Rioterra para os técnicos da Emater-RO e curso sobre cafeicultura online através do Capes, pela Emater-RO nos municípios de Itapuã do Oeste, Ji-Paraná e Rolim de Moura. Dentro do processo de implementação do PRA está a elaboração do Projeto de Recuperação de Área Degradada e/ou Alterada (Prada), que orientará o trabalho em cada propriedade com passivo ambiental. “Os técnicos precisam ter noção de modelos de recuperação, espécies utilizadas e de como será os processos de recuperação junto ao produtor”, explica a extensionista.

Fabiana explica ainda que os cursos têm por objetivo de orientar os procedimentos após a homologação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), bem como orientar quais os passos a serem seguidos. Além dos cursos, a parceria entre Emater-RO e Rioterra também prevê a realização de palestras técnicas e seminários, entre outros de modalidade coletiva, online ou presencial, que contribuirão para aprimora os conhecimentos tanto dos técnicos quanto dos produtores rurais familiares inseridos no PRA.

Texto: Wania Ressutti
Jornalista – MTE-1744/RO
Fotos: EMATER-RO

Doutorandas do PPGG/Unir participam do evento mundial Festival Jovens do Futuro em live

As doutorandas Francilene Sales da Conceição e Alessandra Severino da Silva Manchinery, do Programa de Pós-Graduação Mestrado e Doutorado em Geografia da Universidade Federal de Rondônia – PPGG/UNIR, conjuntamente com jovens de vários países participarão de uma videoconferência (live) em 06 de setembro de 2020, a partir das 16h (horário de Brasília), onde discutirão ideias e propostas no Festival Jovens do Futuro.

De acordo com informações fornecidas pelo evento, “o Festival Jovens do Futuro reunirá novas lideranças de mais de 20 países em defesa da Amazônia e povos das florestas! As jovens mulheres têm um papel fundamental na construção da sociedade e novos mundos possíveis. Essa conexão mundial contara com a participação de ativistas climáticas que mudam suas realidades e o mundo. […] O movimento social é de impacto e importância, os direitos dos sujeitos só são garantidos por essas mobilizações e articulações”.

As pessoas que desejarem participar devem acessar em https://bit.ly/3aLGLEx para realizarem suas inscrições no evento.

Rioterra participa de painel sobre financiamento do fórum Amazônia+21 nesta quarta, 26

O Centro de Estudos Rioterra participa do painel online sobre financiamento do segundo encontro prévio do Fórum Internacional Amazônia+21, que acontece nesta quarta-feira (26), às 8h do horário local. Para participar, basta se inscrever gratuitament em https://amazonia21.org/.

Com o tema “Alternativas de Funding Privado para Projetos e Negócios de Impacto na Amazônia”, o painel reúne instituições que atuam na Amazônia e desenvolvem ações de impacto e com resultados efetivos. Na mesa, participam das discussões Alexis Bastos (CES Rioterra), Julia Ambrosano (Climate Bond, Banco Bradesco e BVRio), Igor Calvet (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial ABDI), Gustavo Montezano (BNDES), e representantes do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco do Desenvolvimento da América Latina (CAF – Corporación Andina de Fomento).

Há mais de 20 anos o Centro de Estudos Rioterra desenvolve projetos e pesquisas sobre fixação e quantificação de carbono, desenvolvimento de cadeias produtivas, pagamento por serviços ambientais, conservação da biodiversidade, estabilidade de sistemas quanto manejo e conservação dos solos, entre outros. Hoje a instituição atua em quase 30% dos municípios no Estado de Rondônia.

O encontro desta quarta-feira contará ainda com um segundo painel, que discutirá o tema “Cooperação Internacional, Fomento Público e Mecanismos de Alavancagem para o Desenvolvimento da Região Amazônica”.

O Fórum Internacional Amazônia+21 tem como objetivo discutir soluções para o desenvolvimento sustentável da região amazônica e acontece de 4 a 6 de novembro de 2020, 100% online.

Rioterra promove intercâmbio online Recuperação Florestal: da Mata Atlântica a Amazônia no dia 21 de agosto

O Centro de Estudos Rioterra promove no dia 21 de agosto o I intercâmbio Online Recuperação Florestal: da Mata Atlântica a Amazônia, uma troca sobre as experiências de recuperação nos dois biomas e o envolvimento das comunidades, ações de educação ambiental e outros resultados. Participam representantes dos projetos Guapiaçu (RJ), Verde Novo (SP-MG) e Semeando Sustentabilidade (RO). Para participar, basta preencher o formulário e se inscrever  gratuitamente.

O evento acontece a partir das 16h (17h horário de Brasília) e é uma forma de adaptar e dar seguimento as atividades de intercâmbio e educação do projeto Semeando Sustentabilidade, realizado pelo Centro de Estudos Rioterra, com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, diante do atual cenário do Brasil e do mundo com o novo coronavírus.

O Semeando chega ao fim do seu quarto ciclo, tendo mais de 10 anos de atividades de recuperação de áreas de proteção permanente e reserva legal em Rondônia, ao Sudoeste da Amazônia. Nesse período, mais de 470 hectares recuperados através de sistemas agroflorestais.

Realizado pela Associação Ambientalista Copaíba, o Projeto Verde Novo busca contribuir para a restauração e conservação da Mata Atlântica das bacias hidrográficas dos rios do Peixe e Camanducaia, localizadas entre o sul de Minas Gerais e leste do Estado de São Paulo, abrangendo 19 municípios. Através do apoio aos proprietários de terra da região, mais de 260 hectares de florestas estão sendo restauradas por meio do plantio de 400 mil mudas.

Atuando na região metropolitana do Rio de Janeiro, o projeto Guapiaçu III vem atuando no fortalecimento do ecossistema da bacia Guapi-Macacu. Suas ações de restauração florestal, educação ambiental e monitoramento da qualidade da água procuram demonstrar a relação entre a restauração ecológica e o serviço de provisão de água de qualidade na bacia hidrográfica.

Participantes:

Semeando Sustentabilidade: Alexis Bastos (Coordenador de Projetos)

Guapiaçu III: Gabriela Viana – (Gerente Executiva)

Verde Novo: Flávia Balderi (Secretária Executiva e Coordenadora do projeto) e Mayra Flores Tavares (Coordenadora de Restauração Florestal)

Saiba mais sobre os projetos:

https://semeandosustentabilidade.org/

https://www.projetoguapiacu.org/

https://www.copaiba.org.br