Alunos da Escola Municipal Doutor Custodio conhecem o projeto Plantar

Na manhã de sexta-feira, dia 31 de agosto de 2018, alunos e professores da educação para jovens e adultos da escola Doutor Custodio, localizada em Itapuã do Oeste, visitaram o projeto “Plantar Rondônia”.

A atividade teve início no Viveiro Municipal de Itapuã do Oeste, onde Alexandre Queiroz, educador da Rioterra, apresentou o Projeto e tirou dúvidas sobre as formas de acesso aos benefícios oferecidos pelo “Plantar”.

“O projeto Plantar Rondônia apoiará agricultores familiares no processo de regularização ambiental das propriedades rurais com até quatro módulos fiscais, através da implementação do Programa de Regularização Ambiental – PRA”, disse Alexandre Queiroz.

Munidos dos equipamentos de proteção individuais, os alunos foram conhecer a Trilha da “Pedra Grande” na Floresta Nacional (Flona) do Jamari. Na floresta viram como funciona o processo de marcação de matrizes e a metodologia de coleta das sementes utilizadas para produzir as mudas que serão plantadas nos Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas e/ou Alteradas – PRADAs, um dos benefícios oferecidos no projeto “Plantar”.

 

Após a trilha, os alunos voltaram ao viveiro para visualizar o processo de produção das mudas, desde a germinação, beneficiamento de sementes, produção do substrato, até a rustificação das mudas, o último momento das mudas antes de serem plantadas nas áreas recuperadas

pelo projeto.

O viveiro e a produção de mudas são apenas uma parte do projeto que engloba outras atividades como: extensão rural para mais de 3.600 famílias, disponibilização de insumos e apoio técnico para recuperação de 3.000 ha de áreas em desconformidade com o Código Florestal, além da formação de núcleos associativos voltados à participação e empoderamento social como meio de auxiliar a implementação do PRA.

O Projeto “Plantar Rondônia” é realizado pelo Centro de Estudos da Cultura e do Meio Ambiente da Amazônia (CES) Rioterra, em cooperação com a Ação Ecológica Guaporé – Ecoporé e Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia – FETAGRO, com a parceria da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM e apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES através do Fundo Amazônia.

PROGRAMA DE REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL É LEVADO À CAMPO EM RONDÔNIA

Primeiras atividades do Programa de Regularização Ambiental para propriedades da agricultura familiar são realizadas em Cujubim/RO

Extensionistas rurais do projeto Plantar, realizado pelo Centro de Estudos Rioterra em cooperação com Ecoporé e Fetagro, parceria da SEDAM/ RO e apoio financeiro do BNDES através do Fundo Amazônia promovem o primeiro mutirão de campo para implementação do Programa de Regularização Ambiental – PRA de imóveis rurais do Estado de Rondônia.

O objetivo é apoiar a regularização de propriedades da agricultura familiar que foram notificadas pelo sistema de análise do PRA por possuírem passivos ambientais (áreas em desconformidade com o atual Código Florestal), propor a adesão ao programa e elaborar os Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas e/ou Alteradas (PRADAs). As atividades tiveram início no dia 26 de agosto e se estenderão até o dia 06 de setembro, no município de Cujubim.

O PRA é um desdobramento do CAR (Cadastro Ambiental Rural) e trata-se de um instrumento jurídico que regulamenta as condições e prazos para a recuperação das áreas degradadas protegidas por lei, como áreas de APP (Áreas de Preservação Permanente), RL (Reserva Legal) e UR (Uso Restrito).

 

 

Esta ação está sendo executada por uma equipe multidisciplinar em forma de mutirão para o atendimento de 203 propriedades com:

  • Elaboração do PRADA (Projeto de Recuperação Áreas Degradadas e/ou Alteradas) no formato do Sistema do PRA;
  • Início da execução do projeto com o fornecimento de mudas, material de isolamento, adubos e calcário (para as propriedades que necessitarem);
  • Apoio produtivo e para organização social.

 

O projeto visa, além de promover a Regularização Ambiental da propriedade, proporcionar o aumento de renda através de apoio e diversificação para produção.

Podem participar agricultores familiares (aqueles que possuem propriedades rurais com até 240 hectares ou 100 alqueires), que participam de associações , sindicatos ou cooperativas rurais participantes dos núcleos de desenvolvimento associativo criados nos municípios de abrangência do projeto: Itapuã do Oeste, Cujubim, Machadinho D’Oeste, Rio Crespo, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná, Presidente Médici, Castanheiras, Novo Horizonte do Oeste e Rolim de Moura.

Se você é agricultor familiar e ficou interessado, ligue para (69) 32236191, na sede do CES Rioterra ou para Coordenação de Extensão Rural (Sheila) 992447108.

Indígena defenderá dissertação do Mestrado em Geografia da UNIR

    O discente do mestrado em Geografia da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Gasodá Suruí defenderá a dissertação intitulada “Paiterey Kãrah: a terra onde os Paiterey se organizam e realizam a gestão coletiva do seu território”, no dia 07 de setembro, na Escola Indígena de Ensino Fundamental e Médio Izidoro de Souza Meirelles, localizada na Aldeia Paiter – Linha 09 km 45, Terra Indígena Sete de Setembro, no município de Cacoal – RO.

Esta será a primeira vez que um indígena defenderá dissertação de Mestrado na UNIR e, também nesta mesma data, serão completados 49 anos do contato oficial estabelecido entre a FUNAI e o povo Paiter Suruí. Este aspecto tem grande importância para esse povo originário, que tem buscado na formação acadêmica e profissional exercer um protagonismo social, político e cultural, e que por isso está na vanguarda de vários projetos e programas na Terra Indígena Sete de Setembro.

Gasodá Suruí entende que esta experiência possui um significado ímpar tanto para ele próprio, como também para o seu povo: “Minha formação em nível de mestrado tem estimulado, inclusive, indígenas de outros povos a procurarem na formação o meio para ascensão da cidadania, ao tempo que contribuirão com a formulação de ações que podem resultar em benefícios para nossos povos originários e também para a sociedade em geral”.

A cerimônia de defesa será aberta a participação de toda a comunidade acadêmica, aos demais povos indígenas, FUNAI, representantes de entidades governamentais e não governamentais e a todos os interessados pela causa dos povos originários. O presidente da banca examinadora será o professor doutor Adnilson de Almeida Silva, na condição de orientador; como avaliadores participarão o professor doutor Honoris Causa, Almir Narayamoga Suruí e os professores doutores Josué da Costa Silva, Maria das Graças Silva Nascimento Silva.

Gasodá foi submetido ao processo seletivo em concorrência ampla com os demais candidatos e obteve a quinta colocação no certame, o que pode ser considerado um verdadeiro feito histórico. Além dele, outro candidato indígena, Francisco Oro Waram, também foi aprovado nas mesmas condições.

Assim, naquele certame, pela primeira vez na história da UNIR, dois indígenas foram aprovados em Programa de Pós-Graduação. A pesquisa teve início com o ingresso do discente no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UNIR  (PPGG/UNIR), em agosto de 2016.

Mais informações relativas ao PPGG/UNIR podem ser acessadas em http://www.posgeografia.unir.br.

Fonte: UNIR

GERAÇÃO DE ENERGIA ALTERNATIVA SE TORNA UMA REALIDADE NO CAMPO EM RONDÔNIA

As preocupações com as mudanças do clima trouxeram desafios de adaptação e mitigação ao país, tanto para quem vive na cidade como para quem vive no campo. Pensando em propor ações inovadoras para o desenvolvimento da agricultura familiar na Amazônia, o Centro de Estudos Rioterra em parceria com a instituição alemã MISEREOR, executa há um ano o projeto “Acesso à Energia Renovável com Pequenas Famílias Camponesas”, nos municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Rio Crespo, em Rondônia.

O objetivo do projeto é incorporar no planejamento de propriedades rurais amazônicas uma cultura de gestão de resíduos sólidos voltada à mitigação e adaptação aos impactos climáticos através da geração de energias renováveis e respeito às questões de gênero, a partir do empoderamento de agricultoras e agricultores familiares.

No dia 15 de agosto de 2018 (quarta-feira), foi realizado o primeiro café feito com biogás, no município de Cujubim/RO. Participaram do evento a Telva Barbosa Gomes Maltezo (Presidente do CES Rioterra), Jessica Felix (educadora), Sheila Becker (extensionista rural), as agricultoras beneficiarias, Cristina Alves, Solange Franki, Rosely Ribeiro, Maria Divina Teófilo, Rosa Becker, e todos os demais convidados, entre agricultoras e agricultores que residem no município de Cujubim – RO.

Como o nome sugere, o projeto é voltado para geração de energias renováveis (energia térmica) e conjuga uma série de questões importantes das pautas internacionais como geração de renda, formas de adaptação às questões climáticas, manejo de resíduos sólidos e gênero na área rural. Nesse sentido, foram instalados há 40 dias alguns biodigestores em propriedades da agricultura familiar situadas no município de Cujubim.

“O projeto possibilita melhorar as atividades da mulher no campo com relação a tempo e segurança, pois são elas que vão na mata cortar lenha e depois precisam carregar até suas casas. O projeto também ajudar a evitar emissão de gases que contribuem para o aquecimento global, seja através da diminuição dos desmatamentos, seja pela queima do metano gerado pelo processo de fermentação dos biodigestores. Além disso, gera economia direta de aproximadamente R$ 2000,00 por ano, pois as famílias não precisam mais comprar gás de cozinha. Elas produzem seu gás a partir do esterco dos animais que criam na propriedade. Outro lado bom é que o resíduo final do biodigestor é um excelente adubo natural e pode gerar renda adicional, tanto na produção de hortaliças e frutas, como pela venda”, comentou Telva Maltezo, presidente do CES Rioterra.

“Nós abastecemos diariamente o biodigestor esperando o dia em que poderíamos usar o gás. Estou muito feliz, pois conseguimos ver os tão esperados biogás e o biofertilizante”, disse a Cristina Alves, agricultora.

Rosa Becker enfatizou: “poder usufruir do biofertilizante e do biogás em minha propriedade são grandes benefícios. Espero que outras pessoas possam ter o mesmo privilégio”.

“Depois que eu comecei a usar o biofertilizante em minha horta e no meu plantio de cacau eu notei que deu uma boa melhorada. Ter o biodigestor na minha propriedade me traz uma satisfação muito grande, espero poder ver outras pessoas sendo beneficiadas também”, disse a Rosely Ribeiro.

Este ano estão previstas novas instalações em Itapuã do Oeste e Rio Crespo.

FORMAÇÃO DOS NÚCLEOS ASSOCIATIVOS CONTINUAM NO PROJETO PLANTAR

 

Centenas de famílias aderiam ao sistemas de adesão voluntária para implementação do Programa de Regularização Ambiental – PRA

A participação social é entendida pelos proponentes do PLANTAR como indispensável para o desenvolvimento do Programa de Regularização Ambiental – PRA. O Programa de Regularização Ambiental – PRA pode ser considerado como a ação governamental mais importante dos últimos anos para o público da agricultura familiar, pois possibilitará acesso aos mercados e estimulará a economia do meio rural, proporcionando melhoras sociais, aliando esses avanços à conservação da Amazônia.

Assim, a fim de possibilitar ampla participação social e adesão ao PRA, continuam as reuniões de fundação dos núcleos associativos nos municípios de abrangência do Projeto “Plantar Rondônia”.

Depois de Novo Horizonte e Rolim de Moura, foram realizadas entre os dias 15 e 16 de agosto de 2018, reuniões com as associações e sindicatos de Castanheiras, Ji-Paraná e Presidente Médici para a criação destes núcleos municipais.

“O núcleo associativo é um espaço pensado para que as organizações sociais possam levar suas demandas e anseios, e de forma coletiva construam estratégias de fortalecimento das organizações e da agricultura familiar”, disse Sheila Noele, coordenadora de Extensão Rural do CES Rioterra.

Até o momento mais de 37 organizações já aderiram aos núcleos nos municípios, que beneficiarão direta mais de 900 famílias ligadas à agricultura familiar. Os municípios de Itapuã do Oeste, Rio Crespo, Cujubim, Ariquemes, Jaru, Machadinho D `Oeste realizarão nos próximos dias suas reuniões.

 

“A agricultura familiar passa por um momento de muito interessante da sua história. Avanços tecnológicos têm trazido novidades e exigências em vários planos, desde a produção até a comercialização, como a emissão de notas fiscais eletrônicas, por exemplo. É fundamental que os agricultores discutam estas mudanças, se capacitem e sejam assessorados para continuarem no mercado”, comentou Alexis Bastos, coordenador do projeto.

A organização dos núcleos associativos é parte das ações do Projeto “Plantar Rondônia” realizado pelo Centro de Estudos da Cultura e do Meio Ambiente da Amazônia (CES) Rioterra, em cooperação com a Ação Ecológica Guaporé – Ecoporé e Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia – FETAGRO, parceria da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM e apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES através do Fundo Amazônia.