Plantar Rondônia: agricultores familiares recebem materiais e preparam suas áreas

O projeto inicia em dezembro a fase de Recuperação de Áreas Alteradas.

O Centro de Estudos Rioterra iniciou uma nova etapa do projeto “Plantar Rondônia”, a de recuperação de áreas alteradas. São consideradas áreas nessa condição aquelas que estejam em desconformidade com o atual Código Florestal no tocante ao percentual de vegetação nativa existente nas propriedades rurais.

Nessa fase acontece a entrega de materiais para realizar a recuperação de áreas para agricultores familiares, ou seja, aqueles que possuem áreas com até 240 hectares ou 4 módulos fiscais, no máximo. Materiais como arame, estacas, calcário, adubo, mudas estão sendo entregues aos agricultores nos municípios de Rolim de Moura, Novo Horizonte, Castanheiras, Presidente Médici, Jaru, Cujubim e Itapuã do Oeste.

 

 

“Só este ano distribuiremos materiais para mais de 1.500 km de isolamento que irão auxiliar nos processos de recuperação de centenas de hectares de áreas de preservação permanentes (APP), principal foco do projeto nesse momento, devido aos problemas de escassez de água. Espera-se melhorar as condições ambientais das bacias hidrográficas que foram severamente impactadas por desmatamento e, consequentemente, sofreram com assoreamento”, comentou Sheila Noele, coordenadora de extensão rural do CES Rioterra.

 

“Essa é apenas uma das ações voltadas ao apoio à implementação de políticas públicas internacionais. A questão de gerenciamento das bacias hidrográficas foi um dos temas centrais no Fórum Mundial das Águas, realizado esse ano no Brasil. Estamos trabalhando para alinhar ao máximo nossas ações com macro políticas a fim de contribuirmos com a agenda mundial. O projeto Plantar tem contribuições inestimáveis nesse sentido, por ser o primeiro do país a implementar o Programa de Regularização Ambiental – PRA”, destacou Alexis Bastos, Coordenador de Programas do CES Rioterra.

O projeto Plantar Rondônia é realizado pelo Centro de Estudos (CES) Rioterra, em cooperação com a Ação Ecológica Guaporé – Ecoporé e Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia – FETAGRO, com a parceria da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM e apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES através do Fundo Amazônia.