SEMEANDO SUSTENTABILIDADE EM SIMPÓSIO NACIONAL

Pesquisa realizada através do projeto Semeando Sustentabilidade é apresentada no XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada

Compreender as relações de uso e ocupação dos solos na Amazônia, principalmente relativas ao meio físico regional é fundamental para subsidiar a elaboração de políticas públicas que evitem a repetição de problemas sociais, econômicos e ambientais ocorridos no passado. Assim, como forma de colaborar com a gestão e o ordenamento territorial no sudoeste da Amazônia foi conduzido estudo com o objetivo de compreender a evolução do desmatamento e suas implicações ao uso e ocupação dos solos no entorno de unidades de conservação (UCs), apresentado no XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, em Campinas, no início de julho.

A Floresta Nacional do Jamari, situada no norte de Rondônia, na área de abrangência do projeto Semeando Sustentabilidade, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, foi escolhida como estudo de caso. Foram analisados os desmatamentos ocorridos na Flona e seu entorno desde sua criação, em 1984, até os dias atuais.

Os resultados mostram significativos desmatamentos em diferentes momentos de sua história, principalmente ligados aos programas governamentais voltados à colonização de Rondônia. O estudo também, destaca a importância do papel das unidades de conservação na contenção do desmatamento e a necessidade de se avançar em políticas mais robustas para que as zonas de amortecimento cumpram sua efetiva função.

 

“Esse tipo de estudo é importante, pois mostra claramente como as UCs, independente de seu nível de implementação, funcionam como bloqueadores ao desmatamento.

 

 

O artigo também deixa evidente a necessidade de avançarmos em políticas voltadas aos entornos das áreas

 

protegidas. No caso das UCs, as zonas de amortecimento precisam ser melhor discutidas, pois apesar de serem áreas

de uso, digamos, especial, há muitos usos em desconformidade com as previsões legais, como por exemplo, inexistência de mata ciliar em inúmeras propriedades rurais. Esse tipo de desrespeito à legislação pode acarretar riscos para integridade das UCs, como impactos sobre a biodiversidade e problemas socioeconômicos que retroalimentam novos desmatamentos”, comentou um dos autores da pesquisa, Fabiana B. Gomes, coordenadora de Geotecnologia do CES Rioterra.

O artigo completo estará disponível a partir de agosto nos anais do XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada.