12 anos de parceria com o Fundo Amazônia e a nossa história de transformação em Rondônia

No aniversário de 18 anos do Fundo Amazônia, estivemos em Brasília para prestigiar a celebração e relembrar uma parceria de mais de uma década

Essa semana o Fundo Amazônia completou 18 anos, e a Rioterra foi convidada para estar em Brasília e prestigiar esse momento. Quem representou a gente lá foram Telva Barbosa e Cristina Alves, agricultora familiar de Cujubim, que levou para Brasília a história de quem vive todos os dias o que esses projetos significam na prática. Vamos entender a história dessa parceria de mais de uma década?

Tudo começou em 2013, com o Quintais Amazônicos. Foi o primeiro projeto que a Rioterra fez em parceria com o Fundo Amazônia, e a ideia era simples: ajudar famílias de agricultores a regularizar suas propriedades pelo CAR e recuperar áreas degradadas plantando sistemas agroflorestais. No final, foram mais de 740 hectares recuperados em 505 propriedades, em Itapuã do Oeste, Cujubim e Machadinho D’Oeste, a maior recuperação de áreas já feita em Rondônia até aquele momento. Mais de 1.200 famílias passaram pela assistência técnica da Rioterra, e centenas de agricultores fizeram capacitação em sistemas agroflorestais e em associativismo.

Em 2018, veio o Plantar Rondônia. Fomos o primeiro projeto do Brasil a apoiar a regularização ambiental de propriedades de até 240 hectares, alinhado ao Código Florestal e aos compromissos que o Brasil assumiu na COP de Paris. A meta era atender 1.500 famílias e recuperar 3.000 hectares, e a Rioterra chegou a recuperar mais de 2.800.

E em setembro de 2025 veio a sequência dessa história: a assinatura do Quintais Amazônicos II, com a presença do presidente Lula em Porto Velho – RO. Esse novo projeto prevê apoio para mais 3.000 hectares, mas com um foco diferente, em fortalecer cadeias produtivas, pensando em comércio, rastreabilidade e, claro, retomando os núcleos associativos.

No total, esses três projetos já somam quase R$ 90 milhões investidos pelo Fundo Amazônia. E em hectares, já passamos da marca de 3.500 recuperados ao longo dessa caminhada toda. Mais de mil pessoas já passaram por alguma formação ou capacitação com a Rioterra nesse processo.

No fim das contas, esses 12 anos de parceria mostram uma coisa importante: investir na Amazônia em pé é possível, e funciona. Cada hectare recuperado, cada família que passou pela assistência técnica, cada associação que se fortaleceu, é prova de que dá pra unir conservação com geração de renda pra quem vive na floresta. O Fundo Amazônia tem um papel essencial nisso, porque sustenta projetos de longo prazo, daqueles que não se resolvem em um ano, mas que vão mudando a paisagem e a vida das pessoas pouco a pouco. E a gente segue nessa, com o Quintais Amazônicos II como mais um capítulo dessa história que está longe de acabar.