Quintais Amazônicos II

O Quintais Amazônicos II é um projeto da Rioterra que une recuperação florestal e geração de renda para a agricultura familiar em Rondônia.

Com apoio financeiro do BNDES, por meio do Fundo Amazônia, o projeto estrutura cadeias produtivas da bioeconomia a partir da adequação ambiental das propriedades, usando sistemas agroflorestais (SAFs) para recuperar áreas em desconformidade com o Código Florestal.

Contratado em agosto de 2025, com investimento de R$ 55,4 milhões e execução até 2030, o projeto tem como meta recuperar 3.000 hectares e apoiar 1.500 famílias agricultoras. A atuação se concentra em 15 municípios ao longo do eixo da BR-364, região que reúne a maior parte da agricultura familiar do estado e 85% da produção de cacau de Rondônia: Porto Velho, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Alto Paraíso, Ariquemes, Cacaulândia, Theobroma, Jaru, Vale do Paraíso, Ouro Preto do Oeste, Nova União, Mirante da Serra, Teixeirópolis, Influência, Urupá e Cacoal.

Os sistemas agroflorestais combinam cacau, açaí e banana. O cacau e o açaí são cadeias de alto potencial de renda e de mercado crescente; a banana, de ciclo curto, garante renda ao longo do ano enquanto as demais culturas se desenvolvem. Assim, a família recupera a área sem ficar sem produção no meio do caminho.

O trabalho se organiza em quatro frentes. Na recuperação de áreas, o projeto implanta SAFs em áreas desmatadas e degradadas e fornece mudas e insumos, com a construção de uma biofábrica de banana no viveiro da Rioterra, em Itapuã do Oeste. Na extensão rural, oferece assistência técnica, cursos, dias de campo e intercâmbios, além de fortalecer associações e cooperativas por meio dos núcleos associativos, que são a porta de entrada dos agricultores no projeto. No acesso a mercados, investe em estruturas de beneficiamento, qualidade e rastreabilidade, para que a produção, especialmente as amêndoas de cacau, alcance melhores compradores e preços. No monitoramento, acompanha por imagens de satélite a evolução da cobertura vegetal nas áreas implantadas, dando transparência aos resultados.

Podem participar agricultores e agricultoras familiares com propriedade de até 240 hectares, Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo e documento que comprove a posse ou propriedade da terra, dispostos a se comprometer com a implantação e o manejo do sistema agroflorestal. Mudas, insumos e assistência técnica são fornecidos sem custo e sem cobrança posterior. O SAF ocupa apenas parte da propriedade e se soma à produção que a família já tem.

O projeto dá continuidade à primeira fase do Quintais Amazônicos, executada pela Rioterra entre 2013 e 2017, também com apoio do Fundo Amazônia.

ACERVO

Nessa área disponibilizaremos alguns arquivos em PDF com as principais publicações geras pelo projeto. Clique no nome do arquivo para iniciar o download.

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