Em 26 anos de atuação, a Rioterra aprendeu que transformação não se anuncia, se comprova. Por isso, o lançamento do Relatório Anual 2025 é uma forma de abrir o trabalho ao olhar de quem confia, financia, parceria e, sobretudo, de quem vive na Amazônia e depende diretamente das ações que a Rioterra desenvolve.
O relatório deste ano, intitulado “Onde o Rio Encontra a Terra”, reúne em um único documento os projetos, os resultados, as parcerias e as vozes que marcaram 2025, um ano que ficou marcado pela expansão da atuação da Rioterra, pelo lançamento do Quintais Amazônicos II, pela participação na COP30 e por números que refletem o que foi construído na floresta Amazônica.
O que o relatório apresenta
Em 2025, a Rioterra alcançou a marca de mais de 1 milhão de hectares de áreas conservadas, mais de 10 milhões de mudas nativas produzidas, 6 mil hectares de área recuperada e mais de 2 milhões de toneladas de CO2 removidos da atmosfera.
Só no ano de 2025 foram 1.134,47 hectares de áreas florestais, produziu 1,1 milhão de mudas nativas e apoiou diretamente 756 famílias de agricultores familiares, extrativistas e povos indígenas em 23 municípios de Rondônia. Mais de R$ 23 milhões foram investidos com parceiros em projetos de agricultura familiar e conservação florestal.

Esses números traduzem o avanço dos programas de Bioeconomia, Restauração Florestal, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Socioterritorial, que seguiram em movimento ao longo do ano por meio de iniciativas como o Agro Verde, o Cacau Amazônia+, o REDD+ RESEX, o REDD+ Terras Indígenas e o Festival dos Povos da Floresta, que mobilizou mais de 28 mil pessoas em quatro capitais da Região Norte.
Por que publicar um relatório anual é importante?
No Brasil, a transparência das organizações da sociedade civil está cada vez mais no centro do debate público. Publicar um relatório anual completo, com dados financeiros, metas, resultados por projeto e vozes dos beneficiários, é uma forma concreta de prestar contas com quem financia e com quem é impactado pelo trabalho.
E para a Rioterra, a transparência é uma parte dos nossos valores fundadores. O relatório, nesse sentido, cumpre um papel duplo: organiza e registra o que foi feito, mas também abre espaço para o diálogo, para que parceiros, comunidades e financiadores possam acompanhar, avaliar e contribuir com o percurso da organização.

O relatório traz também as vozes de quem está no campo. Agricultores familiares, lideranças indígenas, extrativistas e técnicos da equipe falam do trabalho que fazem e do que esperam. Porque, no fim, são essas histórias que dão sentido aos números.